domingo, 31 de março de 2013

http://www.jvaonline.com.br/novo_site/ler_noticia.php?id=103715

31/03/2013 00:15 - domingo, 31 de março de 2013. 
Justiça do Trabalho faz campanha por uso de EPI's
20% dos processos julgados pelos TRTs anualmente têm pedido de indenizações decorrentes de doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho 

FOTO: LAIRTO MARTINS 

Muitos trabalhadores da construção civil se expõem a sérios riscos abdicando da proteção de equipamentos de segurança
FABRICIANO - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) lançou nos últimos dias o ‘Programa Trabalho Seguro’, destacando metas a serem alcançadas ao longo de 2013 em todos os estados pela Justiça do Trabalho, com objetivo de formular e executar projetos e ações voltados à prevenção de acidentes de trabalho. A informação é do secretário do Foro da Justiça do Trabalho de Coronel Fabriciano, Fernando Fonseca Costa, acrescentando que 20% dos processos julgados pelos TRTs anualmente têm pedido de indenizações decorrentes de doenças ocupacionais ou acidentes de trabalho. “Em Coronel Fabriciano, estamos distribuindo cartilhas educativas a todos os trabalhadores”, disse.
 
Fernando Fonseca explica que toda fiscalização é feita por representantes da Superintendência Regional do Trabalho de Minas Gerais, órgão ligado ao Ministério do Trabalho. “Portanto, o trabalhador deve acionar esse órgão para fazer denúncia”, orienta. Ele ainda adverte que quando constatado que o empregado está sem os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) a empresa tem que fazer um Termo de Ajuste de Conduta (TAC), pode ser embargada, multada e sofrer outras punições.

“As grandes empresas têm Cipa, mas na construção civil a fiscalização é mais difícil. Por isso os acidentes são mais constantes, por falta de equipamentos de segurança”, esclarece o secretário do Foro da Justiça do Trabalho. “O pior é que às vezes o trabalhador não conhece seus direitos, não denuncia e os números podem ser maiores que se imagina. A pessoa fica um tempo recebendo benefício do INSS e depois é liberada. Muitas vezes ainda sem condições de voltar ao mercado de trabalho. E fica por isso mesmo. Tudo por falta de conhecimento. Por isso estamos com a campanha de esclarecimento com as cartinhas educativas”, destaca Fernando Fonseca Costa.   

Obrigações
A reportagem do jornal VALE DO AÇO também descobriu que na região há o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil com o site sinticombi.com.br. Tentou obter informações pelo email, enviou alguns questionamentos  sobre o assunto, que não foram respondidos. Insistentemente foi tentado também um contato telefônico por meio do número disponível na lista, mas ninguém atendeu.   

Segundo a Assessora de Comunicação do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Minas Gerais (Sinduscon-MG), Cristiane Araújo, “é imprescindível que todos os envolvidos na atividade tenham a consciência de que a tarefa de se tentar evitar os acidentes requer um esforço conjunto. Isto é, empresários devem fornecer os equipamentos necessários e treinar seus trabalhadores; estes devem participar do processo e usar efetivamente os equipamentos, e o  poder público, por sua vez, deve fiscalizar com coerência”, declara. 
Para ela, “além do envolvimento de todos - empresários, trabalhadores e poder público -, o cumprimento de todas as normas de segurança do trabalho é indispensável. E não apenas porque são normas, mas porque o que se está em jogo quando se fala em segurança do trabalho é primeiramente a vida das pessoas e a reputação das empresas”.

FOTO: LAIRTO MARTINS 

Equipamentos desgastados devem ser substituídos

As Normas Regulamentadoras (NR’s), inscritas no capítulo 5 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), tratam da segurança e medicina do trabalho e devem ser cumpridas, obrigatoriamente, pelas empresas e trabalhadores. 
A NR que trata dos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é a NR-6. Esta NR conceitua os EPIs como todo dispositivo de uso individual destinado a proteger a integridade física do trabalhador e determina que a construtora deve oferecer, gratuitamente, equipamentos de proteção contra acidentes para todos os trabalhadores da obra. 

Os EPIs devem estar em perfeito estado de conservação e quando se apresentarem desgastados devem ser substituídos. À empresa não basta entregar o EPI ao empregado. É necessário instrui-lo sobre o uso e sobre as medidas de proteção individual e coletiva.  O trabalhador deve usar corretamente o EPI, zelando por sua conservação, sua guarda e devolução. 

Em caso de perda injustificada do equipamento ou dano por uso inadequado, o empregado deve ressarcir a empresa. Aquele que não utilizar o EPI está sujeito à pena disciplinar, a não ser que não tenha sido orientado adequadamente pelo empregador sobre o seu uso.
A NR-6 determina que a construtora deve oferecer, gratuitamente, equipamentos de proteção contra acidentes para todos os trabalhadores da obra.


Tipos de EPIs para cada tipo de trabalho 

Os EPIs podem dividir-se em termos da zona corporal a proteger:

Proteção da cabeça    Capacete

Proteção auditiva    Abafadores de ruído (ou protetores auriculares) e tampões

Proteção respiratória    Máscaras; aparelhos filtrantes próprios contra cada tipo de contaminante do ar: gases, aerossóis, por exemplo

Proteção ocular e facial    Óculos, viseiras e máscaras

Proteção de mãos e braços    Luvas, feitas em diversos materiais e tamanhos conforme os riscos contra os quais se quer proteger: mecânicos, químicos, biológicos, térmicos ou elétricos

Proteção de pés e pernas    Sapatos, coturnos, botas, tênis, apropriados para os riscos contra os quais se quer proteger: mecânicos, químicos, elétricos e de queda

Proteção contra quedas    Cintos de segurança, sistemas de paraquedas, cinturões

Proteção do tronco    Avental

domingo, 24 de março de 2013

Desmotivação no trabalho pode gerar acidentes


Trabalhar desmotivado pode ser a pior coisa que existe para um trabalhador e pode influenciar diretamente em vários fatores, mas um dos itens esquecidos é a questão SEGURANÇA DO TRABALHO.
Normalmente quando analisamos um acidente tentamos identificar a causa básica e causa raíz (que pode ser mais de uma), para então traçarmos nosso plano de ação.
No entanto, questões ligadas à desmotivação dificilmente serão contempladas nessa análise por motivos que podem ser:
·                     O acidentado não participa da análise (não temos seu relato) - LeiaComo Elaborar um Relatório de Acidentes;
·                     O chefe não tem a percepção necessária para identificar questões motivacionais;
·                     Não há interesse em identificar tais questões;
Vejamos o que diz Leonardo Marioto em Motivação e desmotivação no trabalho, "No antagonismo de motivação temos a desmotivação no trabalho, principalmente representada pela apatia do participante perante as atividades diárias." Nesse ponto, entendemos que, estando apático para exercer as atividades, o funcionário também "relaxa" nas questões de segurança, ficando mais vulnerável aos acidentes.
Como tratar a desmotivação no trabalho
O problema com a desmotivação no trabalho pode ser encarada pelos dois lados - trabalhador e empregador.
Trabalhador
·                     Não está contente com seu trabalho;
·                     Seu chefe está pegando no seu pé;
·                     Não está contente com sua função;
·                     Não tem boa relação com os colegas; etc...
·                     Não tem um canal de comunicação eficaz com os funcionários;
·                     Falta de reconhecimento ao trabalhador;
·                     Não tem plano de carreira;
·                     Não tem programa de incentivo ao trabalhador; etc...
As causa podem ser muitas e tanto podem estar relacionadas ao trabalhador como com a empresa. 
Saber lidar com a situação é trabalho dos dois lados. Para um maior entendimento do tema leia Os sinais de desmotivação no trabalho, escrito pelo consultor Tom Coelho.
O que o Técnico de Segurança pode fazer?
Em nossas inspeções rotineiras devemos conversar com os funcionários e tentar perceber possíveis indícios desmotivacionais que pode afetar a percepção de risco do trabalhador.
Como fazer?
·                     Participando dos DDS (dá para perceber muita coisa nesses momentos);
·                     Estabeleça uma relação de confiança com os trabalhadores;
·                     Tente identificar como estão as relações humanas no grupo (chefe-trabalhadores e trabalhadores-trabalhadores), nada pior do que ter uma dupla que não se conversa, fazendo uma mesma tarefa;
·                     Se identificar algum problema converse com os dois lados da questão (cuidado para não se envolver em questões pessoais);
·                     Envolva as questões motivacionais nas análises de acidentes.
O trabalho do Técnico de Segurança é prevenir acidentes usando de todos os meios possíveis e, as questões motivacionais podem estar diretamente relacionadas ao índice de acidente da sua empresa. Fazer uma boa análise pode ser a chave da questão para descobrir as verdadeiras causas de um acidente.

Vá a fundo na investigação! Não perca nenhum detalhe e tenha a certeza de que todos os fatos foram investigados. Só assim poderemos evitar que problemas de desmotivação no trabalho seja um dos causadores de acidente na empresa.
DDS - cuidado  com o ar comprimido


O Ar comprimido é uma das fontes de energia mais usadas e por isso mesmo, tão importante quanto a energia elétrica ou hidráulica.
Entretanto, por estarem comprimidos, o ar e outros gases de uso industrial, requerem manipulação correta e precauções especiais para seu uso. 
Ao fazer uso de ar comprimido devemos observar os seguintes itens:
  • Verifique se os manômetros estão funcionando;
  • Veirifique a mangueira e conexões;
  • Utilize a algema para prender a conexão ao engate;
  • Nunca utilize ar comprimido para se limpar (tirar poeira do corpo);
  • Jamais utilize ar comprimido para se refrescar;
Riscos do mau uso do ar comprimido:
  • Um jato de ar suficientemente forte de uma mangueira poderá:
  • Arrancar um olho de sua órbita;
  • Romper um tímpano ou causar hemorragia;
  • Penetrar pôr um corte ou escoriações na pele e insuflar a carne;
  • Arremessar partículas de metais ou outros sólidos na pele ou olhos;
  • O ar comprimido contém impurezas e pode causar doenças se penetrarem pelos poros;
São vários os riscos para a saúde quando se utiliza o ar comprimido incorretamente. Causando desde lesões leves até doenças graves. Se o ar chegar a penetrar em um vaso sanguíneo, pode produzir bolhas de ar que irá interromper a circulação do sangue. Esta lesão denomina-se embolia por ar.
É dever do trabalhador estar consciente dos riscos e cuidados a serem tomados nos trabalhos com ar comprimido e seguir os procedimentos corretos na sua utilização.
Aprovado projeto de lei que impede demissão por embriaguez



O
O empregador poderá ficar impedido de demitir por justa causa o trabalhador que apresentar embriaguez
habitual ou em serviço. Proposta com essa finalidade, do ex-deputado Roberto Magalhães, foi aprovada, em caráter terminativo (*) pela Comissão de Assuntos Sociais (CAS).    (*) Decisão terminativa é aquela tomada por uma comissão, com valor de uma decisão do Senado. Quando tramita terminativamente, o projeto não vai a Plenário: dependendo do tipo de matéria e do resultado da votação, ele é enviado diretamente à Câmara dos Deputados, encaminhado à sanção, promulgado ou arquivado. Ele somente será votado pelo Plenário do Senado se recurso com esse objetivo, assinado por pelo menos nove senadores, for apresentado à Mesa. Após a votação do parecer da comissão, o prazo para a interposição de recurso para a apreciação da matéria no Plenário do Senado é de cinco dias úteis.   O projeto (PLC 12/11) foi aprovado em forma de substitutivo do senador Paulo Bauer (PSDBSC), para acatar a proposta inicial de Magalhães, que prevê suspensão do contrato de trabalho e concessão de licença para tratamento de saúde do empregado alcoolista.  (*) Substitutivo é quando o relator de determinada proposta introduz mudanças a ponto de alterá-la integralmente, o Regimento Interno do Senado chama este novo texto de "substitutivo". Quando é aprovado, o substitutivo precisa passar por "turno suplementar", isto é, uma nova votação.    No entanto, em caso de recusa à realização do tratamento, determina a proposta, o empregado poderá ser demitido por justa causa. O texto que chegou ao Senado apenas retirava da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT - Decreto-Lei nº 5.452/43) a hipótese de embriaguez como justa causa para demissão.    O Judiciário já reconhece como injustas as demissões por justa causa com base em embriaguez, afirmou o autor, ao justificar a proposta. Ele ainda ressaltou que a medida se faz necessária, uma vez que o alcoolismo já é considerado uma patologia ou ressultado de crises emocionais. A Justiça, observou, tem exigido tratamento médico para recuperar o doente antes de determinar aplicação de medidas punitivas.Na avaliação do senador Waldemir Moka (PMDB-MS), o substitutivo acerta ao evitar que a pessoa doente seja demitida por justa causa, encaminhando o trabalhador a tratamento. O senador observou, porém, que o empregador não deve confundir a doença com irresponsabilidade de alguns funcionários, que bebem, sem ser alcoolista, e causam acidentes no ambiente trabalho.    A evolução da Medicina tornou compreensíveis os efeitos físicos e psicológicos das substâncias químicas absorvidas pelo alcoolista, disse o senador Paulo Bauer. O alcoolismo, informou ainda o relator, pode ser desenvolvido em razão de propensão genética.  Esses fatores, em sua visão, não justificam a punição do trabalhador alcoolista. - Sendo o alcoolismo um problema médico, nada justifica que o alcoolista seja abandonado à própria sorte - afirmou Paulo Bauer

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Direção Defensiva

Direção Defensiva
"Direção Defensiva" é dirigir de modo a evitar acidentes, apesar das ações incorretas (erradas) dos outros e das condições adversas (contrárias), que encontramos nas vias de trânsito".
Por que praticar a direção defensiva ?
Pesquisas realizadas em todo o mundo, sobre acidentes de trânsito, apresentaram a seguinte estatística:
  • Apenas 6 % dos acidentes de trânsito têm como causa os problemas da via.
  • 30 % dos acidentes têm origem em problemas mecânicos.
  • A maioria dos acidentes, (64%) têm como causa, problemas do motoristas.
Dentre os principais Problemas com o Motorista temos:
  • Dirigir sob o efeito de álcool ou substância entorpecente
  • Imprudência - trafegar em velocidade inadequada
  • Imperícia - inexperiência e falta de conhecimento
  • Negligência - falta de atenção, falha de observação
Motorista defensivo é aquele que adota um procedimentopreventivo no trânsito, sempre com cautela e civilidade. O motorista defensivo não apenas dirige, pois está sempre pensando em segurança, em previnir acidentes.

A "Direção Defensiva" é indispensável no aperfeiçoamento de motoristas. Trata-se de uma forma de
praticar, no uso de seu veículo, uma maneira de dirigir mais segura, reduzindo a possibilidade de ser envolvido em acidentes de trânsito, apesar das condições adversas.

DICAS DE TRANSITO.


Quem tem pressa chega mais rápido, mas quem tem amor chega sempre.
Perca um minuto na vida, mas não perca a vida em um minuto.
O trânsito é o sistema que ceifa mais vidas em todo mundo e até mais que todas as guerras e doenças humanas reunidas. Na verdade quem mata não é o trânsito que é apenas um sistema social com sentido de organizar consciências sem consciência, mas motoristas com instintos animais muito mais forte que o juízo, a razão ou a consciência social. Não estou nem indo além e analisando consciencialmente que nem justifica de tão distante serem certas atitudes de certos motoristas assassinos em potencial.
Não tenho intenção de ser suave ou demagógico, pois também sou motorista e estou sujeito as causas do trânsito. 
É justo lembrar também a imprudência e irracionalidade dos pedestres, ciclistas e motoqueiros que como suicidas conscientes têm talvez mais responsabilidades sobres os acidentes insanos que os próprios motoristas que tidos como cruéis assassinos muitas vezes são mais vítimas que qualquer outra coisa. Cada qual com sua responsabilidade.
Há um processo de insanidade recíproco no trânsito que fará tanto mais vítimas quanto menor ou mais fraco for o objeto participante do acidente ou valendo a lei do mais forte.
Bem, o fato é que existem diversas formas de inconseqüência, desde as mais sutis como falar ao celular enquanto dirige, não dar uma seta antes de converter até efetuar uma ultrapassagem perigosa em local inadequado.
Concordo plenamente com leis cada vez mais severas e multas caras, já que não é possível obter cooperação é preciso reprimir através de leis, que também de nada adiantarão se não houver devida fiscalização. Evidentemente nenhuma lei em nenhum setor nada resolve ou resolverá pois é sempre fácil burlar, mentir, enganar e fazer o mal quando se há intenção negativa e má fé consciente.
Num cruzamento sem sinal nenhum, quem tem preferência? Resposta consciente: A vida tem preferência, ou seja, ceda sempre aos neuróticos e seja feliz. Resposta técnica: Quem vem de sua direita. Se você é que vai na direita do outro veículo, você tem a preferência.
Termino com um simples recado: NÃO ADIANTA NADA DAR A SETA EM CIMA DA HORA! Ela tem que ser ligada com antecedência! Nunca saia de uma garagem velozmente, você pode matar alguém! Sempre antes de mudar de pista ou converter à direita ou esquerda, dê uma olhada nos retrovisores.
Dicas: 
  • Posicione seus retrovisores de forma mais aberta possível para aumentar o ângulo de visão e diminuir os pontos cegos. 
  • Pneus muito cheios diminuem a aderência. Pneus mais vazios gasta-se mais gasolina, mas aumenta-se a aderência e a segurança. Os pneus devem ser calibrados conforme manual do veículo e de acordo com o peso da carga.
  • Vai viajar? Distribua o peso da bagagem na mala! melhora a estabilidade.
  • Nunca use os freios em curvas, prefira a redução ou freio motor.
  • Nunca cole atrás de outros veículos nem na cidade ou na estrada, uma parada brusca causa um engavetamento e quem bate atrás sempre está legalmente sem razão.
  • Ligue a seta bem antes de fazer a curva, na última hora de nada adianta.
  • Faróis ligados seja dia ou noite, cidade ou estrada, não disse lanternas não, são faróis mesmo, garante a visibilidade e a segurança.
  • A cada duas trocas de óleo, troque o filtro de óleo, salvo se o manual do carro diz em contrário.
  • Não espere as velas de ignição e o filtro de álcool ou gasolina entupirem e o carro enguiçar para trocá-los, são baratos, troque-os ao menos uma vez por ano.
  • Sempre tenha uma maleta de ferramentas, lanterna, pilhas, uma vela e fósforos como ferramentas de reserva na cidade ou estrada.
  • Segurança: os alarmes só fazem barulho e não oferecem tanta segurança assim, coloque uma tranca carneiro mais o alarme.
  • Evite insulfim (filme escuro) no parabrisa, a maioria dos motoristas se arrepende depois, nos outros vidros não há problema. Vantagem: conforto dos olhos, conservação do interior do veículo e também indiscutível discrição.
  • Água do radiador, colocar com o carro frio.
  • Crianças só no banco de trás, principalmente de 10 anos para baixo, é lei!
  • O uso do cinto de segurança diminui muito as probabilidades de mortes nos acidentes.
  • Cuidado com o farol alto no rosto dos motoristas que vem em sentido contrário a você na estrada, ofuscando-os eles podem perder muito a visibilidade e o controle do carro e bater de frente em você. Vingança e desafio deixemos para os fracos e sem consciência.
  • Discussão e brigas no carro? Cuidado com o processo das energias! Páre o carro, saia e brigue lá fora, depois volte e siga viagem. Se não houver jeito, páre o carro, espere a harmonia se restabelecer e exteriorize energias de amor no ambiente. Se não sabe o que isso, faça algumas orações em voz alta desde que não sejam palavras decoradas.
  • Usar o cinto de segurança com folga entre o cinto e o corpo do ocupante é muito perigoso. O cinto tem a função de desacelerar o corpo junto com a desaceleração do veículo. A folga do cinto permite que o veículo desacelere enquanto o corpo continua na mesma velocidade. Assim, quando o corpo eliminar a folga do cinto ocorrerá um choque entre o corpo do ocupante e o cinto. O choque será tanto maior quanto maior for à folga entre o cinto de segurança e o corpo do ocupante.
  • O uso do cinto de segurança em veículos com Air-Bag é muito importante. O Air-Bag se infla muito rapidamente, podendo o choque do Air-Bag se inflando ser maior que o próprio choque do acidente.
  • O uso do banco muito próximo também é perigoso em veículos com Air-Bag, mesmo com a utilização do cinto de segurança. O Air-Bag tem uma zona eficiência, que é uma distância especifica do volante ou painel (no caso do Air-Bag do passageiro).
  • Da mesma forma um banco muito afastado ou reclinado, pode tirar toda eficiência do Air-Bag.
  • Crianças pequenas, Gestantes, Idosos e até mesmo acento de bebes não devem ser transportados em acentos com Air-Bag. Alguns veículos (principalmente camionetes) já possuem um dispositivo para desativar o Air-Bag no caso de ter que se transportar os indivíduos descritos acima.
  • Em veículos equipados com os modernos freios ABS (anti-travamento) deve-se em caso de emergência pressionar o pedal do freio com firmeza sem aliviar e caso necessário pode-se virar a direção sem perder o controle.
  • Ao transportar objetos no veículo utilize sempre o porta malas, procurando colocar os objetos mais pesados encostados ao encosto do banco traseiro, assim o peso fica melhor distribuído.
  • Deve-se dirigir com os polegares da mão para cima e fora do volante, principalmente se o veículo não tiver direção hidráulica. A razão para isso é que se a roda se chocar contra um tronco, um buraco ou uma pedra grande, o volante pode girar violentamente prendendo os polegares e até mesmo quebrando o dedo.
  • Evite som alto enquanto tiver dirigindo, atrapalha os reflexos e desconcentra a atenção e evite falar demais quando estiver ao volante, desconcentra muito mais. Celular nem se fala! Existem vários casos de morte por se usar o celular.
Falar ao celular no volante é mais perigoso que dirigir bêbado - Folha Online
Motoristas que falam ao telefone celular enquanto dirigem correm mais risco de causar acidentes do que condutores alcoolizados, segundo estudo divulgado pelo Laboratório de Pesquisas de Transporte de Berkshire, no Reino Unido.

Os pesquisadores revelaram que o tempo de reação de quem conversa no celular é 30% menor que o de alguém que ultrapassa os limites na bebida e fica alcoolizado.

Usuários de celular levaram meio segundo a mais para reagir a estímulos do que uma pessoa em condições normais e um terço de segundo a mais que motoristas sob efeito do álcool.

O estudo também mostrou que os usuários de celular ao volante são menos capazes de manter uma velocidade constante e uma distância adequada do veículo da frente, para evitar colisões.

A seguradora Direct Line, que encomendou a pesquisa, afirma que 40% dos motoristas entrevistados admitiram usar o celular enquanto dirigem. Segundo a empresa, celulares e aparelhos de viva-voz têm praticamente o mesmo efeito na concentração. 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

O que exatamente faz cada um dos profissionais de Segurança do Trabalho?

A seguir a descrição das atividades dos profissionais de Saúde e Segurança do Trabalho, de acordo com a Classificação Brasileira de Ocupações – CBO

Engenheiro de Segurança do Trabalho - CBO 0-28.40
  • Assessora empresas industriais e de outro gênero em assuntos relativos à segurança e higiene do trabalho, examinando locais e condições de trabalho, instalações em geral e material, métodos e processos de fabricação adotados pelo trabalhador, para determinar as necessidades dessas empresas no campo da prevenção de acidentes;
  • Inspeciona estabelecimentos fabris, comerciais e de outro gênero, verificando se existem riscos de incêndios, desmoronamentos ou outros perigos, para fornecer indicações quanto às precauções a serem tomadas;
  • Promove a aplicação de dispositivos especiais de segurança, como óculos de proteção, cintos de segurança, vestuário especial, máscara e outros, determinando aspectos técnicos funcionais e demais características, para prevenir ou diminuir a possibilidade de acidentes;
  • Adapta os recursos técnicos e humanos, estudando a adequação da máquina ao homem e do homem à máquina, para proporcionar maior segurança ao trabalhador;
  • Executa campanhas educativas sobre prevenção de acidentes, organizando palestras e divulgações nos meios de comunicação, distribuindo publicações e outro material informativo, para conscientizar os trabalhadores e o público, em geral;
  • Estuda as ocupações encontradas num estabelecimento fabril, comercial ou de outro gênero, analisando suas características, para avaliar a insalubridade ou periculosidade de tarefas ou operações ligadas à execução do trabalho;
  • Realiza estudos sobre acidentes de trabalho e doenças profissionais, consultando técnicos de diversos campos, bibliografia especializada, visitando fábricas e outros estabelecimentos, para determinar as causas desses acidentes e elaborar recomendações de segurança.
Técnico de Segurança do Trabalho - CBO 0-39.45
  • Inspeciona locais, instalações e equipamentos da empresa, observando as condições de trabalho, para determinar fatores e riscos de acidentes; estabelece normas e dispositivos de segurança, sugerindo eventuais modificações nos equipamentos e instalações e verificando sua observância, para prevenir acidentes;
  • Inspeciona os postos de combate a incêndios, examinando as mangueiras, hidrantes, extintores e equipamentos de proteção contra incêndios, para certificar-se de suas perfeitas condições de funcionamento;
  • Comunica os resultados de suas inspeções, elaborando relatórios, para propor a reparação ou renovação do equipamento de extinção de incêndios e outras medidas de segurança;
  • Investiga acidentes ocorridos, examinando as condições da ocorrência, para identificar suas causas e propor as providências cabíveis;
  • Mantém contatos com os serviços médico e social da empresa ou de outra instituição, utilizando os meios de comunicação oficiais, para facilitar o atendimento necessário aos acidentados;
  • Registra irregularidades ocorridas, anotando-as em formulários próprios e elaborando estatísticas de acidentes, para obter subsídios destinados à melhoria das medidas de segurança;
  • Instrui os funcionários da empresa sobre normas de segurança, combate a incêndios e demais medidas de prevenção de acidentes, ministrando palestras e treinamento, para que possam agir acertadamente em casos de emergência;
  • Coordena a publicação de matéria sobre segurança no trabalho, preparando instruções e orientando a confecção de cartazes e avisos, para divulgar e desenvolver hábitos de prevenção de acidentes;
  • Participa de reuniões sobre segurança no trabalho, fornecendo dados relativos ao assunto, apresentando sugestões e analisando a viabilidade de medidas de segurança propostas, para aperfeiçoar o sistema existente.
Médico do Trabalho - CBO - 0-61.22
  • Executa exames periódicos de todos os empregados ou em especial daqueles expostos o maior risco de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais, fazendo o exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames complementares, para controlar as condições de saúde dos mesmos a assegurar a continuidade operacional e a produtividade;
  • Executa exames médicos especiais em trabalhadores do sexo feminino, menores, idosos ou portadores de subnormalidades, fazendo anamnese, exame clínico e/ou interpretando os resultados de exames complementares, para detectar prováveis danos à saúde em decorrência do trabalho que executam e instruir a administração da empresa para possíveis mudanças de atividades;
  • Faz tratamento de urgência em casos de acidentes de trabalho ou alterações agudas da saúde, orientando e/ou executando a terapêutica adequada, para prevenir consequências mais graves ao trabalhador;
  • Avalia, juntamente com outros profissionais, condições de insegurança, visitando periodicamente os locais de trabalho, para sugerir à direção da empresa medidas destinadas a remover ou atenuar os riscos existentes;
  • Participa, juntamente com outros profissionais, da elaboração e execução de programas de proteção à saúde dos trabalhadores, analisando em conjunto os riscos, as condições de trabalho, os fatores de insalubridade, de fadiga e outros, para obter a redução de absenteísmo e a renovação da mão-de-obra;
  • Participa do planejamento e execução dos programas de treinamento das equipes de atendimento de emergências, avaliando as necessidades e ministrando aulas, para capacitar o pessoal incumbido de prestar primeiros socorros em casos de acidentes graves e catástrofes;
  • Participam de inquéritos sanitários, levantamentos de doenças profissionais, lesões traumáticas e estudos epidemiológicos, elaborando e/ou preenchendo formulários próprios e estudando os dados estatísticos, para estabelecer medidas destinadas a reduzir a morbidade e mortalidade decorrentes de acidentes do trabalho, doenças profissionais e doenças de natureza não-ocupacional;
  • Participa de atividades de prevenção de acidentes, comparecendo a reuniões e assessorando em estudos e programas, para reduzir as ocorrências de acidentes do trabalho;
  • Participa dos programas de vacinação, orientando a seleção da população trabalhadora e o tipo de vacina a ser aplicada, para prevenir moléstias transmissíveis;
  • Participa de estudos das atividades realizadas pela empresa, analisando as exigências psicossomáticas de cada atividade, para elaboração das análises profissiográficas;
  • Procede aos exames médicos destinados à seleção ou orientação de candidatos a emprego em ocupações definidas, baseando-se nas exigências psicossomáticas das mesmas, para possibilitar o aproveitamento dos mais aptos;
  • Participa da inspeção das instalações destinadas ao bem-estar dos trabalhadores, visitando, juntamente com o nutricionista, em geral (0-68.10), e o enfermeiro de higiene do trabalho (0-71.40) e/ou outros profissionais indicados, o restaurante, a cozinha, a creche e as instalações sanitárias, para observar as condições de higiene e orientar a correção das possíveis falhas existentes. Pode participar do planejamento, instalação e funcionamento dos serviços médicos da empresa. Pode elaborar laudos periciais sobre acidentes do trabalho, doenças profissionais e condições de insalubridade. Pode participar de reuniões de órgãos comunitários governamentais ou privados, interessados na saúde e bem-estar dos trabalhadores. Pode participar de congressos médicos ou de prevenção de acidentes e divulgar pesquisas sobre saúde ocupacional.
Enfermeiro do Trabalho CBO - 0-71.40
  • Estuda as condições de segurança e periculosidade da empresa, efetuando observações nos locais de trabalho e discutindo-as em equipe, para identificar as necessidades no campo da segurança, higiene e melhoria do trabalho;
  • Elabora e executa planos e programas de proteção à saúde dos empregados, participando de grupos que realizam inquéritos sanitários, estudam as causas de absenteísmo, fazem levantamentos de doenças profissionais e lesões traumáticas, procedem a estudos epidemiológicos, coletam dados estatísticos de morbidade e mortalidade de trabalhadores, investigando possíveis relações com as atividades funcionais, para obter a continuidade operacional e aumento da produtividade;
  • Executa e avalia programas de prevenções de acidentes e de doenças profissionais ou não-profissionais, fazendo análise da fadiga, dos fatores de insalubridade, dos riscos e das condições de trabalho do menor e da mulher, para propiciar a preservação de integridade física e mental do trabalhador;
  • Presta primeiros socorros no local de trabalho, em caso de acidente ou doença, fazendo curativos ou imobilizações especiais, administrando medicamentos e tratamentos e providenciando o posterior atendimento médico adequado, para atenuar consequências e proporcionar apoio e conforto ao paciente;
  • Elabora e executa ou supervisiona e avalia as atividades de assistência de enfermagem aos trabalhadores, proporcionando-lhes atendimento ambulatorial, no local de trabalho, controlando sinais vitais, aplicando medicamentos prescritos, curativos, instalações e teses, coletando material para exame laboratorial, vacinações e outros tratamentos, para reduzir o absenteísmo profissional; organiza e administra o setor de enfermagem da empresa, provendo pessoal e material necessários, treinando e supervisionando auxiliares de enfermagem do trabalho, atendentes e outros, para promover o atendimento adequado às necessidades de saúde do trabalhador;
  • Treina trabalhadores, instruindo-os sobre o uso de roupas e material adequado ao tipo de trabalho, para reduzir a incidência de acidentes;
  • Planeja e executa programas de educação sanitária, divulgando conhecimentos e estimulando a aquisição de hábitos sadios, para prevenir doenças profissionais, mantendo cadastros atualizados, a fim de preparar informes para subsídios processuais nos pedidos de indenização e orientar em problemas de prevenção de doenças profissionais.

Auxiliar de Enfermagem do trabalho
Desempenha tarefas similares às que realiza o auxiliar de enfermagem, em geral (5-72.10), porém atuam em dependências de fábricas, indústrias ou outros estabelecimentos que justifiquem sua presença.
Fonte: Código Brasileiro de Ocupação - CBO